WE ARE BACK BITCHES!

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Isso mesmo minha gente, nós, potterheads, voltamos. Não que algum dia tenhamos ido embora, os fandoms não mudam, eles só ocupam lugares de destaque alternadamente. O fandom potterhead saiu de cena, e dai entraram os vingadores, e depois os hobbits e agora nós voltamos!

Mas o que isso quer dizer Tia Ju?

Que fique claro, J. K. Rowling não irá lançar um livro sobre Harry Potter ou nada parecido, continuamos com os mesmos livros do Universo Hogwarts por assim dizer. Os 7 livros de Harry Potter; Os Contos de Beedle, O Bardo; Quadribol Através dos Séculos; e  Animais Fantásticos & Onde Habitam. A novidade é que Jo decidiu que vai roteirizar esse último, em convite da Warner Bros. que já comprou os direitos para fazer uma série de filmes com a histórioa. Os filmes deverão contar a história do pseudônimo que Rowling usou para escrever o livro, Newt Scamander. Segundo ela o primeiro filme deve se passar 70 anos antes dos filmes de Potter, na Nova York da década de 1920.

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Anúncio de Clube da Luta 2

Clube da Luta é provavelmente o livro mais famoso do Mr. Palahniuk e, durante a Comic-Con 2013, foi anunciada a sua sequência! E vai ser uma graphic novel! Lindo, apenas. 

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De acordo com o informado, a história se passa 10 anos depois do original e é contada pelo ponto de vista de Tyler. Ele ainda está escondido dentro de Jack, e quando o filho deste some (sequestrado por Tyler), todo o mundo de loucura volta a acontecer. Palahniuk promete uma história “sombria, como sempre”.

Sem data definida, o lançamento acontecerá até 2015.

Pra quem não lembra, o capítulo final do livro, que não é muito entendido no filme:

“Capitulo 30 (Final)
(…)Na casa de meu Pai há muitas mansões.
É claro que, ao apertar o gatilho, eu morri.
Mentiroso.
E Tyler morreu.
Com os helicópteros da polícia roncando na
nossa direção, com Marla e o pessoal do grupo
de apoio que não ia se salvar, mas todos
tentando salvar a mim, eu tinha de apertar o
gatilho.
Foi muito melhor que a vida real.
E o seu momento de perfeição não dura para
sempre.
Tudo no céu é branco no branco.
Fingido.Tudo no céu é quieto, sapatos de solas de
borracha.
Consigo dormir no céu.
As pessoas escrevem para o céu para me dizer
que se lembram de mim. Que sou o herói delas.
Vai ficar ainda melhor.
Os anjos daqui são aqueles do Antigo
Testamento, legiões e lugarestenentes, uma
hoste celestial que trabalha em turnos, dias,
períodos. Cemitério. Eles trazem as suas
refeições e os seus medicamentos num
copinho descartável. Um kit Vale das Bolinhas.
Conheci Deus na sua longa mesa de nogueira
com seus diplomas pendurados na parede, e Ele
me pergunta:
— Por quê?Por que causei tanto sofrimento?
Eu não percebia que cada um de nós é sagrado,
um floquinho de neve único e especial em sua
exclusividade?
Não via que somos todos manifestações do
amor?
Eu olhava para Deus atrás daquela mesa,
tomando notas num bloquinho, mas Deus
entendeu tudo errado.
Não somos especiais.
Também não somos merda nem lixo.
Apenas somos.
Apenas somos e o que acontece, acontece.
E Deus diz:— Não, isso não está certo.
É. Bom. Tudo bem. Não se pode ensinar nada a
Deus.
Deus me pergunta do que eu me lembro.
Eu não me lembro de nada.
A bala que saiu da arma de Tyler saiu pela outra
bochecha e me rasgou um sorriso de orelha a
orelha. É, como uma moranga de Haloween
raivosa. Um demônio japonês. O Dragão da
Avareza.
Marla ainda está na Terra e escreve para mim.
Algum dia, diz ela, vai me levar de volta.
Se houvesse um telefone no céu, eu ligaria para
Marla, e quando ela dissesse “Alô”, eu não
desligaria. Eu diria “Oi, como andam as coisas?
Quero saber tudo, tintim por tintim”.Mas não quero voltar. Ainda não.
Porque não quero.
Porque o tempo todo aparece alguém trazendo
meu lanche e meus remédios na bandeja, e esse
alguém tem um olho preto, a testa inchada e
costurada, e diz:
— Sentimos sua falta, sr. Durden.
Ou outro de nariz quebrado passa por mim com
um rodinho e sussurra:
— Tudo está de acordo com os planos.
Sussurra:
— Vamos acabar com a civilização para
construir um mundo melhor. Sussurra:
— Estamos providenciando para levá-lo de
volta.”

Lendo, fica claro que ele (talvez… bem, agora sem talvez, porque de fato não morreu… se bem que o Palahniuk pode fazer mais uma ilusão com reviravoltas…) não morreu.

Câmbio, desligo.

Alice : Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá.

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Se você é humano ou algum alienígena muito legal você já ouviu falar de Alice no País das Maravilhas e já assistiu aquela adaptação linda da Disney de 1951 que contém partes dos dois livros que Carroll escreveu para Alice Liddell publicados em 1865 e 1872 respectivamente.

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Lewis Carroll

O gênio que escreveu essas obras primas é Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido por seu pseudônimo Lewis Carroll, ele nasceu em 27 de janeiro de 1832, na pequena cidade de Daresbury no condado de Cheshire  na Inglaterra. Formou-se com louvor na Universidade de Oxford. Foi escritor, professor e, como passatempo, pintava e fotografava. Carroll foi um dos primeiros a dar forma escrita às peculiaridades do mundo onírico e suas duas principais obras renderam, e ainda rendem, muitas outras. Morreu em 1898, em Guildford no sul da Inglaterra, em decorrência de uma bronquite.

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Aventuras de Alice no País das Maravilhas

Alice era uma menina muito polida, peculiar, curiosa e imaginativa que não gostava de livros sem figuras e nem diálogos. Um dia ela estava no jardim de sua casa e sua irmã estava lendo esses tais livros sem figuras e conversas para ela, era coisa chata da escola. Ela vê um coelho de colete e paletó dizendo “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!” e sai correndo atrás dele. Alice cai na toca do coelho e vai para o País das Maravilhas onde encontra personagens já muito conhecido como o Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março, o Gato de Cheshire e a Rainha de Copas, e outros nem tão conhecido para aqueles que não leram os livros como o Grifo e a Tartaruga Falsa. Desde que cai na toca, Alice não estranha muitas coisas que vê, assim como não estranhou um coelho falante, mas também acha muitas coisas estranhas como um gato falar que que todos são loucos lá inclusive ela.
A história termina como você já conhece e se você não conhece, corre ler para saber.

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Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá.

Em “Através do Espelho” Alice vai para o que ela chama de País do Espelho e encontra a Rainha Vermelha e a Rainha Branca. Ela passa por coisas ainda mais sem sentido, como ovelhas donas de lojas, um jogo de xadrez um tanto quanto maluco, irmãos gêmeos confusos, flores falantes, um rei dorminhoco, um cavaleiro desengonçado e etc. Mas no final, tudo acabou em gatos.

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Eu não posso falar muito de Alice no País das Maravilhas já que sou uma grande fã das obras de Carroll e com certeza Alice é meu livro favorito desde sempre, eu me identificava muito com ela quando criança e, para ser sincera, até hoje. Os livros têm tudo aquilo que Carroll sempre tem em suas obras, nenhum sentido. Nenhum encontro faz grande diferença no final porque nada faz sentido, mas essa é que é a graça, a falta de sentido nas obras de Carroll é que dão esse toque tão especial do autor em seus livros.

Algumas curiosidades sobre Alice

Alice por Salvador Dalí (1969)

Alice por Salvador Dalí (1969).

Alguns ilustradores de Alice no País das Maravilhas

1865-1866 John Tenniel (Inglaterra, 1820-1914)
1868 Lewis Carroll (Inglaterra, 1832-1898)
1898 Blanche McManus (Estados Unidos, 1970-1935)
1901 Peter Newell (Inglaterra, 1867-1939)
1907 Arthur Rackham (Inglaterra, 1867-1939)
1929 Willy Pogany (Hungria, 1882-1939)
1940 Zelda Fitzgerald (Estados Unidos, 1918-1948)
1946 Mervyn Peake (China, 1911-1996)
1966 Tove Jansson (Finlândia, 1914-2001)
1969 Salvador Dalí (Espanha, 1904-1984)
1970 Max Ernst (Alemanha, 1891-1976)
1970 Peter Blake (Inglaterra,1932-)
1988 Anthony Browne (Inglaterra, 1961-)
1994 Tony Ross (Inglaterra, 1938)
1999 Lizbeth Zwerger (Áustria, 1954-)

cena particularmente engraçada de Alice in Wonderland da Disney

Cena particularmente engraçada de Alice in Wonderland de Clyde Geronimi (1951).

Principais Filmes

Desde 1903, quando o cinema ainda era mudo, Alice no País das Maravilhas vem sendo filmado. São dezenas de adaptações, de várias nacionalidades, e algumas mais fiéis ao texto, das quais elencamos as principais.

1931 primeiro filme com som, dirigido por Bud Pollard.
1933 primeira superprodução de Hollywood, Alice in Wonderland, dirigida por Norman Mc Leod.
1951 Walt Disney produz o desenho animado Alice in Wonderland, dirigido por Clyde Geronimi, que se tornaria um clássico.
1972 primeiro musical para cinema: Alice’s Adventures in Wonderland, dirigido por William Sterling.
2010 outra superprodução: Alice in Wonderland dirigida por Tim Burton (o qual amo de paixão por motivos óbvios).

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Alice Liddell fotografada por Carroll.

Uma certa vez, Lewis Carroll escreveu uma carta para uma criança sua amiga:
“Você costuma brincar de vez em quando? Ou a ideia que você faz da vida é ‘café da manhã, fazer lições, almoço, fazer lições e assim por diante’? … Essa seria uma forma muito organizada de viver, e seria quase tão interessante quanto ser uma máquina de costura ou um moedor de café”.
Acho que essa carta resume bem como Carroll não gostava de ver crianças submetidas à disciplina e às rotinas mecânicas surgidas com a industrialização da Inglaterra de sua época. Criança não deve ter responsabilidade nenhuma, a não ser a responsabilidade de imaginar que o chão da sua casa é lava e só os móveis são seguros, ou que ela é um super ladrão internacional de jóias e que o rejunte dos pisos de sua casa são aqueles lasers malucos. Elas são as únicas que conseguem manter a capacidade de imaginar por um tempo moderado. Nós escritores, somos eternas crianças imaginativas que nunca cresceram e que sempre tentarão não crescer.
Fontes:
– Alice no País das Maravílhas, editora Cosac Naify (2010);
– Alice – Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá, editora Zahar (2009);
– Meu querido cérebro, fonte de 90% dos posts desse blog.

Sou a orgulhosa proprietária de todos os itens acima.