Anúncio de Clube da Luta 2

Clube da Luta é provavelmente o livro mais famoso do Mr. Palahniuk e, durante a Comic-Con 2013, foi anunciada a sua sequência! E vai ser uma graphic novel! Lindo, apenas. 

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De acordo com o informado, a história se passa 10 anos depois do original e é contada pelo ponto de vista de Tyler. Ele ainda está escondido dentro de Jack, e quando o filho deste some (sequestrado por Tyler), todo o mundo de loucura volta a acontecer. Palahniuk promete uma história “sombria, como sempre”.

Sem data definida, o lançamento acontecerá até 2015.

Pra quem não lembra, o capítulo final do livro, que não é muito entendido no filme:

“Capitulo 30 (Final)
(…)Na casa de meu Pai há muitas mansões.
É claro que, ao apertar o gatilho, eu morri.
Mentiroso.
E Tyler morreu.
Com os helicópteros da polícia roncando na
nossa direção, com Marla e o pessoal do grupo
de apoio que não ia se salvar, mas todos
tentando salvar a mim, eu tinha de apertar o
gatilho.
Foi muito melhor que a vida real.
E o seu momento de perfeição não dura para
sempre.
Tudo no céu é branco no branco.
Fingido.Tudo no céu é quieto, sapatos de solas de
borracha.
Consigo dormir no céu.
As pessoas escrevem para o céu para me dizer
que se lembram de mim. Que sou o herói delas.
Vai ficar ainda melhor.
Os anjos daqui são aqueles do Antigo
Testamento, legiões e lugarestenentes, uma
hoste celestial que trabalha em turnos, dias,
períodos. Cemitério. Eles trazem as suas
refeições e os seus medicamentos num
copinho descartável. Um kit Vale das Bolinhas.
Conheci Deus na sua longa mesa de nogueira
com seus diplomas pendurados na parede, e Ele
me pergunta:
— Por quê?Por que causei tanto sofrimento?
Eu não percebia que cada um de nós é sagrado,
um floquinho de neve único e especial em sua
exclusividade?
Não via que somos todos manifestações do
amor?
Eu olhava para Deus atrás daquela mesa,
tomando notas num bloquinho, mas Deus
entendeu tudo errado.
Não somos especiais.
Também não somos merda nem lixo.
Apenas somos.
Apenas somos e o que acontece, acontece.
E Deus diz:— Não, isso não está certo.
É. Bom. Tudo bem. Não se pode ensinar nada a
Deus.
Deus me pergunta do que eu me lembro.
Eu não me lembro de nada.
A bala que saiu da arma de Tyler saiu pela outra
bochecha e me rasgou um sorriso de orelha a
orelha. É, como uma moranga de Haloween
raivosa. Um demônio japonês. O Dragão da
Avareza.
Marla ainda está na Terra e escreve para mim.
Algum dia, diz ela, vai me levar de volta.
Se houvesse um telefone no céu, eu ligaria para
Marla, e quando ela dissesse “Alô”, eu não
desligaria. Eu diria “Oi, como andam as coisas?
Quero saber tudo, tintim por tintim”.Mas não quero voltar. Ainda não.
Porque não quero.
Porque o tempo todo aparece alguém trazendo
meu lanche e meus remédios na bandeja, e esse
alguém tem um olho preto, a testa inchada e
costurada, e diz:
— Sentimos sua falta, sr. Durden.
Ou outro de nariz quebrado passa por mim com
um rodinho e sussurra:
— Tudo está de acordo com os planos.
Sussurra:
— Vamos acabar com a civilização para
construir um mundo melhor. Sussurra:
— Estamos providenciando para levá-lo de
volta.”

Lendo, fica claro que ele (talvez… bem, agora sem talvez, porque de fato não morreu… se bem que o Palahniuk pode fazer mais uma ilusão com reviravoltas…) não morreu.

Câmbio, desligo.

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