Playlist: Versões punk pop mais legais que as originais

Bem, quem não ama aquelas versões que alguma banda que fez de uma musica pop só de zoeira (ou não)? Bem, eu curto pra caralho e espero que vocês também porque a gente vai ter uma playlist inteirinha só pra eles hoje.

A Day To Remember – Since U Been Gone (Kelly Clarkson)

Vanilla Sky – Umbrella (Rihanna)

We Came As Romans – Glad You Came (The Wanted)

Vanilla Sky – Just Dance (Lady Gaga)

A Static Lullaby – Toxic (Britney Spears)

Craig Owens – Paradise (Coldplay)

Pierce The Veil – Just The Way You Are (Bruno Mars)

Breathe Carolina – Down (Jay Sean)

Memphis May Fire – Grenade (Bruno Mars)

A Day To Remember – Over My Head (The Fray)

Mayday Parade – Somebody That I Used To Know feat. Vic Fuentes (Gotye)

Go Radio – Rolling In The Deep (Adele)

Essas musicas foram tiradas dos Punk Goes Pop, menos as do Vanilla Sky e  Since U Been Gone do ADTR, que é um cd lançado por algumas gravadoras dos EUA, principalmente a Fearless Records. todos os anos. Até hoje exitem 5 Punk Goes Pop, e ainda tem os Punk Goes Crunk, Punk Goes Classic Rock e vários outros.

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Anúncio de Clube da Luta 2

Clube da Luta é provavelmente o livro mais famoso do Mr. Palahniuk e, durante a Comic-Con 2013, foi anunciada a sua sequência! E vai ser uma graphic novel! Lindo, apenas. 

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De acordo com o informado, a história se passa 10 anos depois do original e é contada pelo ponto de vista de Tyler. Ele ainda está escondido dentro de Jack, e quando o filho deste some (sequestrado por Tyler), todo o mundo de loucura volta a acontecer. Palahniuk promete uma história “sombria, como sempre”.

Sem data definida, o lançamento acontecerá até 2015.

Pra quem não lembra, o capítulo final do livro, que não é muito entendido no filme:

“Capitulo 30 (Final)
(…)Na casa de meu Pai há muitas mansões.
É claro que, ao apertar o gatilho, eu morri.
Mentiroso.
E Tyler morreu.
Com os helicópteros da polícia roncando na
nossa direção, com Marla e o pessoal do grupo
de apoio que não ia se salvar, mas todos
tentando salvar a mim, eu tinha de apertar o
gatilho.
Foi muito melhor que a vida real.
E o seu momento de perfeição não dura para
sempre.
Tudo no céu é branco no branco.
Fingido.Tudo no céu é quieto, sapatos de solas de
borracha.
Consigo dormir no céu.
As pessoas escrevem para o céu para me dizer
que se lembram de mim. Que sou o herói delas.
Vai ficar ainda melhor.
Os anjos daqui são aqueles do Antigo
Testamento, legiões e lugarestenentes, uma
hoste celestial que trabalha em turnos, dias,
períodos. Cemitério. Eles trazem as suas
refeições e os seus medicamentos num
copinho descartável. Um kit Vale das Bolinhas.
Conheci Deus na sua longa mesa de nogueira
com seus diplomas pendurados na parede, e Ele
me pergunta:
— Por quê?Por que causei tanto sofrimento?
Eu não percebia que cada um de nós é sagrado,
um floquinho de neve único e especial em sua
exclusividade?
Não via que somos todos manifestações do
amor?
Eu olhava para Deus atrás daquela mesa,
tomando notas num bloquinho, mas Deus
entendeu tudo errado.
Não somos especiais.
Também não somos merda nem lixo.
Apenas somos.
Apenas somos e o que acontece, acontece.
E Deus diz:— Não, isso não está certo.
É. Bom. Tudo bem. Não se pode ensinar nada a
Deus.
Deus me pergunta do que eu me lembro.
Eu não me lembro de nada.
A bala que saiu da arma de Tyler saiu pela outra
bochecha e me rasgou um sorriso de orelha a
orelha. É, como uma moranga de Haloween
raivosa. Um demônio japonês. O Dragão da
Avareza.
Marla ainda está na Terra e escreve para mim.
Algum dia, diz ela, vai me levar de volta.
Se houvesse um telefone no céu, eu ligaria para
Marla, e quando ela dissesse “Alô”, eu não
desligaria. Eu diria “Oi, como andam as coisas?
Quero saber tudo, tintim por tintim”.Mas não quero voltar. Ainda não.
Porque não quero.
Porque o tempo todo aparece alguém trazendo
meu lanche e meus remédios na bandeja, e esse
alguém tem um olho preto, a testa inchada e
costurada, e diz:
— Sentimos sua falta, sr. Durden.
Ou outro de nariz quebrado passa por mim com
um rodinho e sussurra:
— Tudo está de acordo com os planos.
Sussurra:
— Vamos acabar com a civilização para
construir um mundo melhor. Sussurra:
— Estamos providenciando para levá-lo de
volta.”

Lendo, fica claro que ele (talvez… bem, agora sem talvez, porque de fato não morreu… se bem que o Palahniuk pode fazer mais uma ilusão com reviravoltas…) não morreu.

Câmbio, desligo.

Resenha: Hello Herman

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Hello Herman é um filme de 2012 que lançou em junho desse ano onde a história se passa em um futuro não muito distante onde Herman Howards (Garrett Backstrom), um adolescente de 16 anos que, como muitos, sofreu bullying pesado e se encheu o saco, decidiu matar 42 pessoas em sua escola. Ele filma boa parte do massacre com seu celular e manda o vídeo para Lax Morales (Norman Reedus), um tipo de vlogger que tem um programa online que interage ao vivo com seus espectadores, pedindo para que ele conte sua história no seu programa.

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Herman é preso e Lax vai entrevistá-lo todo dia, são nessas entrevistas que ele explica porque fez o que fez e isso faz com que Morales lembre de seu passado e das coisas horríveis que fez e o que isso trouxe para sua vida. Herman fala pouco e se irrita rápido, isso faz com que entrevistá-lo seja um trabalho difícil para Lax, principalmente pelos flashbacks que isso o causa.
Herman é sentenciado a cadeira elétrica e sua execução será transmitida para todo os EUA.

tumblr_mo3v9oUusM1ruwr5go7_500Esse filme é daquele tipo que faz você pensar. Todo mundo passa por coisas fodas, mas isso realmente é motivo pra matar alguém? E,  se deve matar alguém porque essa pessoa matou outra? Afinal, ela continua uma pessoa e matá-la faria de você um assassino também. O longa trás assuntos morais como sofrimento, sentença de morte, neo-nazismo, desvalorização da vida e afins.
Eu particularmente me identifiquei com o filme por ter sofrido bullying moral e físico, mas qualquer um acaba se identificando de alguma for, tendo sofrido bullying ou não.

Altamente recomendado se você gosta de filmes de drama.

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Scott Pilgrim

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Uma série de quadrinhos canadense em preto e branco criada por  Bryan Lee O’Malley originalmente publicada em 6 volumes, o primeiro em 2004 e o ultimo em 2010. No Brasil a série foi publicada em 3 volumes.
Scott Pilgrim Contra o Mundo, como é chamada a HQ aqui no Brasil, conta a história de Scott Pilgrim, um cara de 23 anos com uma vidinha quase perfeita. Ele é baixista em uma banda de rock de garagem, ele tinha um namoro fácil com uma colegial (eles mal se tocaram), amigos idiotas e responsabilidades zero. Tudo isso até ele conhecer Ramona Flowers, uma americana que veio morar no Canadá entregadora da Amazon.ca, que usa rodovias subespacias para entregar seus pacotes. Um delas passa pela cabeça de Scott Pilgrim, e é assim que eles se conhecem, por um sonho de Scott.

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Depois que Scott e Ramona se envolvem, ele descobre que vai ter que lutar contra “A Liga dos Sete Ex-malvados do Mal”, ou seja, os 7 ex da Ramona. Scott é surpreendentemente forte e (de acordo com Kim) é o melhor lutador de Toronto. Ele derrota os dois primeiros ex dela facilmente mas a partir do terceiro começa a ter problemas. Ele tem que derrotar todos eles para evitar que Gideon (o 7º ex) roube Ramona, e para que ele possa ficar com ela.
Os quadrinhos dessa série são simplesmente muito fodas, o Bryan é um dos melhores desenhistas dos quais eu já ouvi falar e contando com todos os quadrinho que eu já li, Scott Pilgrim é o mais legal, sério.

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Em 2010 foi lançado um filme baseado nas graphic novels de O’Malley, estrelando Michael Cera (Scott Pilgrim), Mary Elizabeth Winstead (Ramona Flowers), Alison Pill (Kim Pine),  Kieran Culkin (Wallace Wells), Johnny Simmons (Pequeno Neil), Mark Webber (Stephen Stills) e Ellen Wong (Knives Chau). Além de contar com atores consagrados como Chris Evans (Lucas Lee) e Aubrey Plaza (Julie Powers). O filme é muito bom e muito divertido, e contou a história de um jeito que você nem imagina, vale muito a pena assistir.

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Também foi lançado um jogo baseado nos quadrinhos para PS3, PC e X-Box 360 em 2010. O jogo é no estilo clássico de “bater para passar de fase” e é no layout de jogos do Super Nintendo como Power Rangers, Tartarugas Ninjas e X-Men.

Kick-Ass 2: Novo trailer

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O longa é a sequencia de Kick-Ass que fala sobre a atitude maluca de Dave Lizewski (Aaron Taylor-Johnson) de virar um super-herói mesmo sem ter poder nenhum, o que chama a atenção de vilões e de outros que já fazem o mesmo. Kiack-Ass 2 estreou dia 28 de junho de 2013 nos EUA, e irá estrear em 13 de setembro no Brasil.

Leia a sinopse oficial de Kick-Ass 2:

“A insana bravura de Kick-Ass (Aaron Taylor-Johnson) inspira uma nova leva de super-heróis independentes. Na última vez que foram vistos, Hit Girl (Chlöe Grace Moretz) e o jovem vigilante Kick-Ass tentavam viver suas vidas normalmente como Mindy e Dave. Com a formatura do colégio se aproximando e incerto sobre seu próximo passo, Dave decide começar a primeira liga de super-heróis ao lado de Mindy. Infelizmente, quando Mindy é flagrada como Hit Girl, ela é forçada a se aposentar, o que a deixa sozinha e sem recursos no assustador mundo das garotas malvadas do colégio. Sem ninguém a quem recorrer, Dave junta forças com a Justice Forever, liga de super-heróis amadores liderada pelo ex-mafioso Coronel Estrelas (Jim Carrey). Quando eles começam a fazer diferença nas ruas, o primeiro vilão do mundo, Red Mist rebatizado como Motherfucker (Christopher Mintz-Plasse), forma a sua liga do mal e coloca em prática um plano fazer Kick-Ass e Hit Girl pagaram pelo que fizeram com seu pai. Há apenas um problema com o esquema maligno: Se você mexer com um membro da Justice Forever, você mexe com todos os membros da liga”.

 

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Filme estranho da vez: Ex Drummer‏

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Uma banda de deficientes, vivendo numa sociedade podre e disfuncional e fazendo as coisas de forma louca e descontrolada. Essa é a estória de Ex Drummer, do diretor Koen Mortier, baseado na obra homônima do novelista flamengo Herman Brusselmans. O filme é confuso, sujo, indigesto, é o perfeito retrato de uma sociedade ignorante e quimicamente letal.

       Dries é um famoso escritor que vive de forma privilegiada em sua casa de alto padrão, sua mulher gosta de aventuras sexuais a três e ele se dedica integralmente a escrever seus livros. Certo dia três deficientes (eles fazem questão de enfatizar isso) batem a sua porta lhe oferecendo uma vaga de baterista em sua banda de, exclusivamente, deficientes. A idéia do convite aconteceu após lerem em uma entrevista que Dries sabia tocar bateria, pensaram então que seria uma boa idéia chamá-lo para banda, e assim aconteceu. A celebridade incrivelmente (ou nem tanto) aceita o convite e assim começa o filme.

A banda é formada pelo vocalista de língua presa Koen. Sujeito assustador, que pode ser descrito como um sádico maluco por sexo. Seu hobby é espancar e estuprar mulheres. Já o baixista gay Jan tem um problema no braço, que é rígido e ele não consegue dobrá-lo. Tal mazela surgiu no dia em que sua mãe o pegou se masturbando em seu quarto, evento que também causou a calvície da pobre coitada. O guitarrista Ivan tem uma surdez psicológica e aparentemente é o mais normal da turma, apenas usa muitas drogas e trata sua mulher e filha como lixo. Como podem perceber todos tem uma deficiência, e a de Dries é não saber tocar bateria de verdade.

O escritor, que é reconhecido por praticamente todos os personagens do filme – dos espertos até os mais ignorantes-, entra nessa epopéia obviamente para viver a experiência de um mundo incrivelmente insano e assim ter combustível para sua próxima obra. O mais interessante de tudo é que a banda acaba funcionando. Todos tocam bem, o som é redondo, e músicas como o cover do Devo “Mongoloid” são interpretados com muito “feeling” pelo quarteto.

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Em meio a uma enxurrada de problemas, a banda segue seu caminho com a alcunha de “The Feminist”. Dries batiza com esse nome a banda sobe a afirmação de que quatro deficientes valem a mesma coisa que quatro feministas. Todos adoram o nome. Eles ensaiam arduamente em meio a muitas drogas e brigas para um festival que será realizado na cidade, festival que acabam ganhando. Dries depois disso abandona a banda, não se importando nem um pouco em dizer adeus ou algo assim, ele manipulou aqueles loucos miseráveis e se mandou chutando a porta!

O diretor e roterista Koen Mortier é realmente muito inventivo na direção e traz muita qualidade técnica para o longa. Uso eficiente da câmera em movimento, longas e ótimas cenas sem cortes, edição excepcional. O grupo de atores encarna a loucura dos personagens como sendo deles e até esquecemos que aquilo não passa de uma cena, pois tudo parece descambar para uma improvisação ensandecida. Mortier nos passa toda a inversão de valores desses indivíduos através de elementos claros, como boa parte do inicio (ótimo início, aliás) que é feita ao contrário, de trás para frente, assim como a inversão de teto e chão no quarto de Koen, simbolizando a desordem do personagem. Muita sujeira, ligeiras cenas de sexo explícito, muita câmera lenta para enfatizar os momentos mais bizarros e engraçados. Está tudo ali, para ser digerido, ou não. Eu ainda estou digerindo.

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O roteiro aborda todas as obsessões de seu autor Brusselmans, como consumo de álcool, drogas, violência e muito Punk Rock (que no filme é de primeira). Toda a sujeira e ignorância realmente incomoda, pois é esse seu objetivo. A sinceridade em relação à realidade daqueles sujeitos é chocante, como quase tudo na vida.

Toda a violência com as mulheres é fortemente abordada pelo o personagem de Koen, talvez o mais deficiente de todos. Em sua casa, como já foi citado, tudo é do avesso, ele literalmente anda pelo teto. Sua compulsão por sexo é assustadora e em seu mundo ele questiona e tenta se justificar, achando uma explicação simples para sua perturbação: “A culpa é das vadias”.

A relação de Jan com seus pais é horrível. Seu pai, um veterano de guerra, é mantido amarrado o dia todo na cama com uma camisa de força, e enquanto o limpa, o baixista insiste em lembrá-lo de como ele é um perdedor por estar ali confinado, e também explica tudo que anda fazendo com seus parceiros sexuais. Já a mãe de Jan é surreal. Careca devido ao bizarro acontecimento na infância do filho, ela se envolve com diversos homens, inclusive o vocalista Koen.

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O guitarrista Ivan, com sua mulher e filha, é um verdadeiro troglodita. A cena em que vemos a menina assistindo a uma discussão do casal perturba e pode causar certa perplexidade nos mais puritanos.

Analisando friamente, Ex Drummer explora a miséria humana sem ser hipócrita. Em algumas ocasiões parece que rir é proibido, mas o humor está ali, negro, satirizando algo que está distante da maioria, uma classe baixa que se debate e se atraca em meio a imundice, em meio as drogas e o sexo descabido. Só que uma coisa é interessante nesses personagens: todos são muitos sinceros, principalmente Dries, que não esconde em momento algum seu interesse em viver aquilo apenas por beneficio próprio, tratando a todos muitíssimo mal. Ele só não fala abertamente porque ninguém pergunta.

O filme tenta mostrar que, enquanto esses lunáticos estão ali se engalfinhando na lama, a classe alta, representada por Dries, os manipula e usa deles como bem entende. É de interesse do personagem mantê-los onde estão, pois ali eles são a atração. Se eles não existissem, o que seria da classe média, ou alta. É preciso que tudo esteja errado! Tudo tem de estar na contra mão. No final não é preciso escolher um lado. Os últimos 30 minutos de filmes são alucinantes e dignos de serem lembrados, e pensando bem, um filme como esse dificilmente é esquecido e esse é um de seus maiores méritos, tendo o público gostado ou não!

Alice : Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá.

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Se você é humano ou algum alienígena muito legal você já ouviu falar de Alice no País das Maravilhas e já assistiu aquela adaptação linda da Disney de 1951 que contém partes dos dois livros que Carroll escreveu para Alice Liddell publicados em 1865 e 1872 respectivamente.

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Lewis Carroll

O gênio que escreveu essas obras primas é Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido por seu pseudônimo Lewis Carroll, ele nasceu em 27 de janeiro de 1832, na pequena cidade de Daresbury no condado de Cheshire  na Inglaterra. Formou-se com louvor na Universidade de Oxford. Foi escritor, professor e, como passatempo, pintava e fotografava. Carroll foi um dos primeiros a dar forma escrita às peculiaridades do mundo onírico e suas duas principais obras renderam, e ainda rendem, muitas outras. Morreu em 1898, em Guildford no sul da Inglaterra, em decorrência de uma bronquite.

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Aventuras de Alice no País das Maravilhas

Alice era uma menina muito polida, peculiar, curiosa e imaginativa que não gostava de livros sem figuras e nem diálogos. Um dia ela estava no jardim de sua casa e sua irmã estava lendo esses tais livros sem figuras e conversas para ela, era coisa chata da escola. Ela vê um coelho de colete e paletó dizendo “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!” e sai correndo atrás dele. Alice cai na toca do coelho e vai para o País das Maravilhas onde encontra personagens já muito conhecido como o Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março, o Gato de Cheshire e a Rainha de Copas, e outros nem tão conhecido para aqueles que não leram os livros como o Grifo e a Tartaruga Falsa. Desde que cai na toca, Alice não estranha muitas coisas que vê, assim como não estranhou um coelho falante, mas também acha muitas coisas estranhas como um gato falar que que todos são loucos lá inclusive ela.
A história termina como você já conhece e se você não conhece, corre ler para saber.

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Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá.

Em “Através do Espelho” Alice vai para o que ela chama de País do Espelho e encontra a Rainha Vermelha e a Rainha Branca. Ela passa por coisas ainda mais sem sentido, como ovelhas donas de lojas, um jogo de xadrez um tanto quanto maluco, irmãos gêmeos confusos, flores falantes, um rei dorminhoco, um cavaleiro desengonçado e etc. Mas no final, tudo acabou em gatos.

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Eu não posso falar muito de Alice no País das Maravilhas já que sou uma grande fã das obras de Carroll e com certeza Alice é meu livro favorito desde sempre, eu me identificava muito com ela quando criança e, para ser sincera, até hoje. Os livros têm tudo aquilo que Carroll sempre tem em suas obras, nenhum sentido. Nenhum encontro faz grande diferença no final porque nada faz sentido, mas essa é que é a graça, a falta de sentido nas obras de Carroll é que dão esse toque tão especial do autor em seus livros.

Algumas curiosidades sobre Alice

Alice por Salvador Dalí (1969)

Alice por Salvador Dalí (1969).

Alguns ilustradores de Alice no País das Maravilhas

1865-1866 John Tenniel (Inglaterra, 1820-1914)
1868 Lewis Carroll (Inglaterra, 1832-1898)
1898 Blanche McManus (Estados Unidos, 1970-1935)
1901 Peter Newell (Inglaterra, 1867-1939)
1907 Arthur Rackham (Inglaterra, 1867-1939)
1929 Willy Pogany (Hungria, 1882-1939)
1940 Zelda Fitzgerald (Estados Unidos, 1918-1948)
1946 Mervyn Peake (China, 1911-1996)
1966 Tove Jansson (Finlândia, 1914-2001)
1969 Salvador Dalí (Espanha, 1904-1984)
1970 Max Ernst (Alemanha, 1891-1976)
1970 Peter Blake (Inglaterra,1932-)
1988 Anthony Browne (Inglaterra, 1961-)
1994 Tony Ross (Inglaterra, 1938)
1999 Lizbeth Zwerger (Áustria, 1954-)

cena particularmente engraçada de Alice in Wonderland da Disney

Cena particularmente engraçada de Alice in Wonderland de Clyde Geronimi (1951).

Principais Filmes

Desde 1903, quando o cinema ainda era mudo, Alice no País das Maravilhas vem sendo filmado. São dezenas de adaptações, de várias nacionalidades, e algumas mais fiéis ao texto, das quais elencamos as principais.

1931 primeiro filme com som, dirigido por Bud Pollard.
1933 primeira superprodução de Hollywood, Alice in Wonderland, dirigida por Norman Mc Leod.
1951 Walt Disney produz o desenho animado Alice in Wonderland, dirigido por Clyde Geronimi, que se tornaria um clássico.
1972 primeiro musical para cinema: Alice’s Adventures in Wonderland, dirigido por William Sterling.
2010 outra superprodução: Alice in Wonderland dirigida por Tim Burton (o qual amo de paixão por motivos óbvios).

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Alice Liddell fotografada por Carroll.

Uma certa vez, Lewis Carroll escreveu uma carta para uma criança sua amiga:
“Você costuma brincar de vez em quando? Ou a ideia que você faz da vida é ‘café da manhã, fazer lições, almoço, fazer lições e assim por diante’? … Essa seria uma forma muito organizada de viver, e seria quase tão interessante quanto ser uma máquina de costura ou um moedor de café”.
Acho que essa carta resume bem como Carroll não gostava de ver crianças submetidas à disciplina e às rotinas mecânicas surgidas com a industrialização da Inglaterra de sua época. Criança não deve ter responsabilidade nenhuma, a não ser a responsabilidade de imaginar que o chão da sua casa é lava e só os móveis são seguros, ou que ela é um super ladrão internacional de jóias e que o rejunte dos pisos de sua casa são aqueles lasers malucos. Elas são as únicas que conseguem manter a capacidade de imaginar por um tempo moderado. Nós escritores, somos eternas crianças imaginativas que nunca cresceram e que sempre tentarão não crescer.
Fontes:
– Alice no País das Maravílhas, editora Cosac Naify (2010);
– Alice – Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá, editora Zahar (2009);
– Meu querido cérebro, fonte de 90% dos posts desse blog.

Sou a orgulhosa proprietária de todos os itens acima.

Hemlock Grove

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Hemlock Grove é uma série de terror original do Netflix que estreou em 2012. A série tem apenas uma temporada e acabou de ser renovada para uma segunda que estreará até ano que vem. A série é uma adaptação televisiva para o livro de mesmo nome de Brian McGreevy.

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A história se passa na pequena cidade de Hemlock Grove onde reside uma família muito rica e influente, dona de um centro de pesquisas, os Godfrey. A família era dona de uma siderúrgica que quanto estava prestes a falir foi salva por JR Godfrey (Paul Popowich) que se casou com Olivia (Famke Janssen, a Jean Grey de X-Men), com quem teve Roman (Bill Skarsgård) e Shelley (Nicole Boivin). JR tem um irmão, Norman Godfrey (Dougray Scott) que é casado com Marie (Laurie Fortier) com quem tem uma filha Letha (Penelope Mitchell).

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Dois ciganos se mudam para a cidade, Peter Rumancek (Landon Liboiron) e sua mãe Lynda (Lili Taylor). Peter é, supostamente, um lobisomem e após uma garota ser brutalmente atacada por um animal ele decide, juntamente com Roman, investigar os casos. Varias mortes acontecem enquanto isso e eles estão mais envolvidos nelas do que imaginam.
A Dra. Clementine Chasseur (Kandyse McClure) vem até a cidade para investigar esses casos e capturar o monstro que esta cometendo esses assassinatos. Ela rapidamente suspeita de Peter e Roman e os pergunta o que eles fazem no local dos assassinatos.

hemlock-groveEssa é o tipo de seriado viciante, você assiste o primeiro episódio e jura que só vai assistir mais um e daqui a pouco você terminou a série e são 7 horas da manhã e você não dormiu. Ela te suga de uma forma intrigante e você simplesmente precisa saber o final porque a cada episódio enquanto ela responde perguntas ela também faz muitas. É altamente recomendada pra quem curte True Blood, The Walking Dead e afins.

Especial de férias parte 2: Músicas

O que é a vida sem música? O que é férias sem musica? Músicas fazem as coisas chatas do mundo ficarem legais. Uma viagem sem musica é mais chata que ouvir sua mãe reclamando que você não lavou a louça por horas.

Mas então vamos lá, uma lista de 20 musicas dançantes e animadoras para as suas férias.

1. blink-182 – First Date

2. Green Day – Last Of The American Girls

3. Fall Out Boy – Thnks fr th Mmrs

4. Panic! At The Disco – Nine In The Afternoon

5. blink-182 – All The Small Things

6. My Chemical Romance – I’m Not Okay

7. Green Day – Holiday

8. Sum 41 – The Hell Song

9. Fall Out Boy – I Don’t Care

10. The Story So Far – Empty Space

11. Man Overboard –  Montrose

12. The Sleeping – Don’t Hold Back

13. blink-182 – What’s My Age Again?

14. Sum 41 – Fatlip

15. The Offspring – Pretty Fly (For A White Guy)

16. Simple Plan – Shut Up!

17. All Time Low – Dear Maria, Count Me In

18. blink-182 – The Rock Show

19. Foo Fighters – Walk

20. Green Day – Basket Case

São basicamente músicas pop punk, mas elas são tão divertidas que parecem ter gosto de férias. Sejam felizes e boas férias pra quem vai ter alguma!

Obs.: Desculpem-me o excesso de blink-182 e Green Day, mas esses são os melhores clipes da terra.